PENSAR A CIDADE
Texto adaptado do original: São Paulo: A “Anti-Cidade”?
Metrópole e Globalização, capítulo 6
Autora: Ana Fanni Alessandri Carlos
Geógrafa – Professora Doutora da Universidade de São Paulo - USP
Este texto busca trazer algumas reflexões para se pensar a cidade, nos
coloca diante da necessidade de pensar a natureza e o sentido da cidade na
perspectiva do cidadão e não do administrador que visa impor a cidade obras que
retrate a representação do poder pessoal distante de um entendimento da cidade
como prática socioespacial.
Esta tendência à leitura redutora da cidade como quadro físico e a
estratégia de poder atual é o que nos conduz aos problemas atuais. O que mais
nos chama a atenção numa cidade grande hoje? O barulho, a poluição, o trânsito,
as favelas? O que escapa a esta análise primeira refere-se às diferenças, às
desigualdades, às contradições que emergem da paisagem urbana hoje e ao
longo do tempo e que apontam para um conteúdo a ser explicado pela análise. As
formas cambiantes resultado da construção e reconstrução urbana criam um
processo de reprodução que penetra o cotidiano do indivíduo transformando sua
relação com a cidade, com o espaço, determinando sua subjetividade. Isto porque,
como aponta Henri Lefébvre* , as relações espaciais ganham existência real
enquanto existência espacial.
O processo de apropriação privada do espaço produz uma hierarquia
espacial coerente com uma hierarquia social na qual os indivíduos, hierarquizados
socialmente, apropriam-se de forma diferenciada da cidade, dado que o processo
da apropriação é mediado pelo mercado, imposto pela propriedade privada do
solo urbano. Esse fato é percebido de forma clara e evidente nos usos da cidade,
perceptíveis na paisagem urbana marcada por diversas formas de segregação. O
uso não se dá sem conflitos na medida em que os interesses/necessidades são
contrapostos, contraditórios. De um lado o Estado e os empresários e de outro a
população. Enquanto os primeiros têm por objetivo a valorização e o poder, a
população anseia por condições de vida em dimensão plena – por exemplo, o
habitar e tudo o que ele implica além de “ter um teto para morar”. Assim, não se
pode ignorar que o dinamismo do processo de produção espacial da cidade será
determinado pelo conflito a partir das contradições inerentes às diferenças de
necessidades e de pontos de vista de uma sociedade de classes manifesta na
propriedade privada do solo urbano e, conseqüentemente, no seu uso.A relação
entre a propriedade e o uso será mediada direta ou indiretamente pelo mercado. O
indivíduo então é ora visto como consumidor, ora como produtor, ora como mãode-
obra ou ainda como usuário, mas nunca, ou raramente, como cidadão.
Nas grandes cidades o ritmo do que se convencionou chamar progresso
destrói constantemente e ininterruptamente áreas da cidade para construir,
incessantemente, novas formas, provocando o desaparecimento das marcas e
referenciais do passado histórico, impressos nas construções, nas fachadas, nas
ruas e nas praças pela acumulação de tempos.As transformações na paisagem
urbana mostram que este “fazer-se incessante” aniquila o que está produzido com
a perspectiva de criar mais e infinitamente novas formas produzindo assim a
devastação moderna, posto que é quase impossível imobilizar o urbano, uma vez
que o dinamismo inato da economia moderna e da cultura que nasce dessa
economia aniquila tudo que cria.Este debate em torno do sentido de
estranhamento do cidadão diante de um espaço urbano sem referências parece
insólito, ultrapassado, ”não moderno”. Na realidade, planeja-se a cidade sem
querer pensar na existência de vontades e necessidades do cidadão, muito menos
em seus sentimentos diante da efemeridade das formas urbanas sempre
cambiantes – que marcam o cenário da modernidade – que têm na cidade sua
expressão mais acabada, patrocinadas pelo desenvolvimento técnico, embalada
pela ideologia do progresso.
No plano do espaço, os interesses e as necessidades dos indivíduos são
contraditórios e a ocupação do espaço não se fará sem contradições e, portanto,
sem luta. Este processo de apropriação faz aparecer por todos os lados a
disparidade, a desigualdade entre “ricos” e “pobres”, esta disparidade se expressa
nas construções, na existência ou não de infra-estrutura, na roupa e nos rostos
(na rudez ou suavidade dos traços), relevando a justaposição entre hierarquia
social/hierarquia espacial. Pensar a cidade e o urbano significa pensar a dimensão
do humano, o que significa dizer que o entendimento da cidade deve ter como
pano de fundo o entendimento da sociedade urbana. O homem não é só o
habitante, ele é o cidadão que pensa, vive, luta, tem desejos, constrói sua
cidadania através das formas de pensar, sentir, lutar a partir de anseios e desejos
próprios do humano; isto se dá através de formas de apropriação do espaço para
o habitar e tudo o que ele implica.
A crise da cidade é mundial, e é produto da racionalidade imposta pelo
planejamento funcionalista, pelas estratégias do poder e pelo crescimento
econômico que cria uma ordem planificada e programada. Significa dizer que a
criação de quaisquer estratégias não pode deixar de considerar o espaço, posto
que as relações sociais se realizam num espaço concreto que não é o
institucional. A perspectiva que se abre é de considerar a cidade enquanto prática
social, “processo segundo o qual um indivíduo ou grupo se aproprie, transforme,
em seu, algo exterior, de modo que se pode falar de tempo e espaço urbano
apropriados por um grupo que modelou a cidade” Henri Lefébvre
* Filósofo e sociólogo francês talvez o maior teórico da Geografia Urbana Crítica, atraído pelo
comunismo, desenvolveu uma filosofia marxista onde segundo ele o espaço produzido pelo
capitalismo destrói a vida cotidiana e a cultura urbana.
terça-feira, 21 de julho de 2009
quarta-feira, 3 de junho de 2009
/Trem-bala entre Rio e São Paulo ficará pronto para Copa de 2014, diz Dilma
Governo vai criar empresa pública para receber tecnologia de trem-bala. Modelo de traçado foi apresentado durante balanço do PAC.
Eduardo Bresciani Do G1, em Brasília
A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff e o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, durante a apresentação do 7º balanço do PAC (Foto: Roosewelt Pinheiro/Agência Brasil)
A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) afirmou nesta quarta-feira (3) que o trem-bala ligando Campinas ao Rio de Janeiro ficará pronto para a Copa do Mundo de Futebol de 2014, que acontecerá no Brasil, pelo menos no trecho entre São Paulo e Rio de Janeiro. Ela reafirmou que o governo não pretende gastar recursos em estádios e que o foco dos investimentos públicos serão em mobilidade urbana nas cidades escolhidas para sediar o evento, escolhidas no domingo passado (31/05). “Nosso projeto é que esteja integralmente pronto em 2014 ou pelo menos o trecho entre Rio e São Paulo. (...) Pretendemos ter os trens em funcionamento em 2014, para a Copa até porque esta é uma região muito importante em termos de movimentacao na Copa.”, afirmou a ministra.
saiba mais
Área ambiental não é problema para o PAC, diz Minc
Em ato do PAC, Lula diz que é preciso não mais eleger 'vigaristas'
Após dois anos, PAC só tem 3% das obras concluídas
Foi apresentado durante o balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) um dos modelos em estudo para o traçado do trem-bala. A primeira estação seria no centro de Campinas e a última em Leopoldina, no Rio de Janeiro. Pelo traçado apresentado, o trem-bala fará paradas nos aeroportos de Viracopos (Campinas), Guarulhos (SP) e Galeão (RJ), além das estações no Campo de Marte, em São Paulo, em São José dos Campos (SP) e em Volta Redonda (RJ). Haveria ainda estações alternativas em Jundiaí (SP) e Aparecida (SP). Dilma ressaltou que este trajeto ainda não é definitivo e que poderá haver mudanças no projeto de acordo com a tecnologia que vencer a licitação que ainda será realizada. “Não estamos apresentando como um pacote fechado. Vamos buscar a melhor solução tecnológica”. Para acelerar as obras, a ministra sugeriu que se começassem simultaneamente as ações em Campinas e no Rio de Janeiro com os trilhos se encontrando no meio do caminho. Para receber tecnologia do trem-bala, o governo vai criar uma empresa pública ou instituto ferroviário que terá a missão de fazer a transmissão entre o fornecedor de tecnologia e a empresa privada nacional que participar da obra. Esta mesma empresa pública passaria a atuar na área de tecnologia também de metrôs e trens convencionais.
Estádios da Copa
A ministra reafirmou que o governo federal não pretende investir recursos na construção e reformas de estádios para a Copa do Mundo de Futebol. Ela destacou que o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, tem garantido que os recursos para as obras em estádios virão da iniciativa privada. “Essa hipótese de de repente especialista começar dizer que vai para o colo do governo federal não vai funcionar assim. Senão, fica uma coisa sem fundamento técnico no país. Não pode de repente um especialista achar e daí vira regra geral. Este aqui é um pequeno protesto contra os especialistas”, brincou Dilma.
Ela destacou que a parte do governo dentro do projeto diz respeito a ações de mobilidade urbana e destacou ser responsabilidade dos estados e municípios apresentarem projetos nesta área. “Depende do projeto. Serão aceleradas aquelas que tem projeto. Nós só vamos escolher quem tiver projeto”.
Leia mais notícias de Economia e Negócios
Governo vai criar empresa pública para receber tecnologia de trem-bala. Modelo de traçado foi apresentado durante balanço do PAC.
Eduardo Bresciani Do G1, em Brasília
A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff e o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, durante a apresentação do 7º balanço do PAC (Foto: Roosewelt Pinheiro/Agência Brasil)
A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) afirmou nesta quarta-feira (3) que o trem-bala ligando Campinas ao Rio de Janeiro ficará pronto para a Copa do Mundo de Futebol de 2014, que acontecerá no Brasil, pelo menos no trecho entre São Paulo e Rio de Janeiro. Ela reafirmou que o governo não pretende gastar recursos em estádios e que o foco dos investimentos públicos serão em mobilidade urbana nas cidades escolhidas para sediar o evento, escolhidas no domingo passado (31/05). “Nosso projeto é que esteja integralmente pronto em 2014 ou pelo menos o trecho entre Rio e São Paulo. (...) Pretendemos ter os trens em funcionamento em 2014, para a Copa até porque esta é uma região muito importante em termos de movimentacao na Copa.”, afirmou a ministra.
saiba mais
Área ambiental não é problema para o PAC, diz Minc
Em ato do PAC, Lula diz que é preciso não mais eleger 'vigaristas'
Após dois anos, PAC só tem 3% das obras concluídas
Foi apresentado durante o balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) um dos modelos em estudo para o traçado do trem-bala. A primeira estação seria no centro de Campinas e a última em Leopoldina, no Rio de Janeiro. Pelo traçado apresentado, o trem-bala fará paradas nos aeroportos de Viracopos (Campinas), Guarulhos (SP) e Galeão (RJ), além das estações no Campo de Marte, em São Paulo, em São José dos Campos (SP) e em Volta Redonda (RJ). Haveria ainda estações alternativas em Jundiaí (SP) e Aparecida (SP). Dilma ressaltou que este trajeto ainda não é definitivo e que poderá haver mudanças no projeto de acordo com a tecnologia que vencer a licitação que ainda será realizada. “Não estamos apresentando como um pacote fechado. Vamos buscar a melhor solução tecnológica”. Para acelerar as obras, a ministra sugeriu que se começassem simultaneamente as ações em Campinas e no Rio de Janeiro com os trilhos se encontrando no meio do caminho. Para receber tecnologia do trem-bala, o governo vai criar uma empresa pública ou instituto ferroviário que terá a missão de fazer a transmissão entre o fornecedor de tecnologia e a empresa privada nacional que participar da obra. Esta mesma empresa pública passaria a atuar na área de tecnologia também de metrôs e trens convencionais.
Estádios da Copa
A ministra reafirmou que o governo federal não pretende investir recursos na construção e reformas de estádios para a Copa do Mundo de Futebol. Ela destacou que o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, tem garantido que os recursos para as obras em estádios virão da iniciativa privada. “Essa hipótese de de repente especialista começar dizer que vai para o colo do governo federal não vai funcionar assim. Senão, fica uma coisa sem fundamento técnico no país. Não pode de repente um especialista achar e daí vira regra geral. Este aqui é um pequeno protesto contra os especialistas”, brincou Dilma.
Ela destacou que a parte do governo dentro do projeto diz respeito a ações de mobilidade urbana e destacou ser responsabilidade dos estados e municípios apresentarem projetos nesta área. “Depende do projeto. Serão aceleradas aquelas que tem projeto. Nós só vamos escolher quem tiver projeto”.
Leia mais notícias de Economia e Negócios
Japoneses criam fábrica com “linha de produção” de verduras(02/06/2009) Da Redação
A empresa japonesa Ozu Corporation está investindo em um novo estilo de cultivo de plantas. Em uma espécie de fábrica, vegetais como alface e acelga são dispostos em estantes, e diversos fatores relativos à produção são controlados, a exemplo de luz, temperatura e umidade. Segundo a companhia, esse rígido controle permite que o alimento seja produzido de maneira segura e com qualidade, além de garantir a estabilidade da oferta ao longo dos anos.
Os vegetais cultivados pela Ozu não utilizam defensivos químicos, já que não há insetos dentro da fábrica - o que torna o alimento naturalmente mais limpo, possibilitando ainda a economia de água para lavá-los.
A iniciativa de se criar "linhas de produção de vegetais" é vista como uma grande alternativa para resolver alguns dos problemas que a agricultura japonesa enfrenta, como ausência de espaço para cultivos e idade avançada dos produtores (a maioria dos agricultores tem cerca de 65 anos, e apenas 5% deles têm menos de 40 anos).
Homem trabalha na "linha de produção" da Ozu: vegetais em estantes (Fotos: Getty Images)
A empresa japonesa Ozu Corporation está investindo em um novo estilo de cultivo de plantas. Em uma espécie de fábrica, vegetais como alface e acelga são dispostos em estantes, e diversos fatores relativos à produção são controlados, a exemplo de luz, temperatura e umidade. Segundo a companhia, esse rígido controle permite que o alimento seja produzido de maneira segura e com qualidade, além de garantir a estabilidade da oferta ao longo dos anos.
Os vegetais cultivados pela Ozu não utilizam defensivos químicos, já que não há insetos dentro da fábrica - o que torna o alimento naturalmente mais limpo, possibilitando ainda a economia de água para lavá-los.
A iniciativa de se criar "linhas de produção de vegetais" é vista como uma grande alternativa para resolver alguns dos problemas que a agricultura japonesa enfrenta, como ausência de espaço para cultivos e idade avançada dos produtores (a maioria dos agricultores tem cerca de 65 anos, e apenas 5% deles têm menos de 40 anos).
Homem trabalha na "linha de produção" da Ozu: vegetais em estantes (Fotos: Getty Images)
10 atitudes para navegar com as crianças na internet
Seus filhos acessam o mundo virtual e você não sabe como protegê-los? Preparamos 10 dicas que vão ajudá-lo a lidar com essa realidade
Simone Tinti
1.A internet é uma janela de oportunidades e você não pode proibir seu filho de usá-la. No mundo virtual seu filho pode fazer amigos, estudar, conversar com colegas da escola e parentes que estão longe, conhecer mais sobre seus desenhos e personagens favoritos, além de ouvir músicas e assistir a vídeos; 2.Converse, sempre. Proibir não educa e nem previne nada. E diga ao seu filho para avisá-lo caso ele perceba algo estranho em sites ou comunidades que visita. Não tenha vergonha de perguntar quais são os endereços por onde ele navega; 3.Espionar ou gravar tudo o que seus filhos fazem não é uma boa saída. Programas de filtro de conteúdo podem ajudar, mas o diálogo aberto sobre como, quando e com quem usar a internet continua sendo responsabilidade dos pais. Lembre-se: os programas podem funcionar bem em casa, mas as crianças também acessam a internet em lan houses, nas escolas ou em casas de amigos; 4.Assim como diz para seus filhos não conversarem com estranhos na rua, a mesma orientação vale para a rede. Diga a eles para não falar e nem aceitar algo (como fotos ou vídeos) de quem não conhecem; 5.Explique a seus filhos que nem tudo o que se diz em comunidades é verdade. Protegido por um avatar, qualquer um pode mentir a idade ou intenção; 6.Também vale orientar as crianças a não exibirem nome completo, endereço, telefone, nome da escola ou dos parentes em comunidades virtuais - e nem passar esses dados em chats. Outra coisa importante: diga que a criança não deve usar o nome verdadeiro em jogos, chats, e-mails ou sites de relacionamento; 7.Coloque-se sempre à disposição para que seus filhos peçam ajuda quando se sentirem ameaçados ou receberem conteúdos impróprios online; 8.Os pais devem estar ao lado no momento em que as crianças estão brincando e, o mais importante, devem se familiarizar com esse mundo virtual. Se você não sabe usar o computador nem navegar na internet, aproveite para aprender junto com seus filhos. Você vai ver como é importante - e como é mais fácil - entender o que as crianças fazem, com quem conversam e o que divulgam na internet; 9.Estabeleça horários para que seu filho navegue. Em algumas comunidades há como fixar o número de horas e o período em que a criança estará online. E não adianta só tirá-la da frente do computador: ofereça outras atividades, como passear no parque, cozinhar junto com ele ou chamar os amigos para brincar em casa; 10.Sempre que testemunhar algo que viole os Direitos Humanos ou ameace seus filhos denuncie e procure as autoridades. Se tiver dúvidas, envie um e-mail para prevencao@safernet.org.br. Fonte: Site da Ong Safernet
Seus filhos acessam o mundo virtual e você não sabe como protegê-los? Preparamos 10 dicas que vão ajudá-lo a lidar com essa realidade
Simone Tinti
1.A internet é uma janela de oportunidades e você não pode proibir seu filho de usá-la. No mundo virtual seu filho pode fazer amigos, estudar, conversar com colegas da escola e parentes que estão longe, conhecer mais sobre seus desenhos e personagens favoritos, além de ouvir músicas e assistir a vídeos; 2.Converse, sempre. Proibir não educa e nem previne nada. E diga ao seu filho para avisá-lo caso ele perceba algo estranho em sites ou comunidades que visita. Não tenha vergonha de perguntar quais são os endereços por onde ele navega; 3.Espionar ou gravar tudo o que seus filhos fazem não é uma boa saída. Programas de filtro de conteúdo podem ajudar, mas o diálogo aberto sobre como, quando e com quem usar a internet continua sendo responsabilidade dos pais. Lembre-se: os programas podem funcionar bem em casa, mas as crianças também acessam a internet em lan houses, nas escolas ou em casas de amigos; 4.Assim como diz para seus filhos não conversarem com estranhos na rua, a mesma orientação vale para a rede. Diga a eles para não falar e nem aceitar algo (como fotos ou vídeos) de quem não conhecem; 5.Explique a seus filhos que nem tudo o que se diz em comunidades é verdade. Protegido por um avatar, qualquer um pode mentir a idade ou intenção; 6.Também vale orientar as crianças a não exibirem nome completo, endereço, telefone, nome da escola ou dos parentes em comunidades virtuais - e nem passar esses dados em chats. Outra coisa importante: diga que a criança não deve usar o nome verdadeiro em jogos, chats, e-mails ou sites de relacionamento; 7.Coloque-se sempre à disposição para que seus filhos peçam ajuda quando se sentirem ameaçados ou receberem conteúdos impróprios online; 8.Os pais devem estar ao lado no momento em que as crianças estão brincando e, o mais importante, devem se familiarizar com esse mundo virtual. Se você não sabe usar o computador nem navegar na internet, aproveite para aprender junto com seus filhos. Você vai ver como é importante - e como é mais fácil - entender o que as crianças fazem, com quem conversam e o que divulgam na internet; 9.Estabeleça horários para que seu filho navegue. Em algumas comunidades há como fixar o número de horas e o período em que a criança estará online. E não adianta só tirá-la da frente do computador: ofereça outras atividades, como passear no parque, cozinhar junto com ele ou chamar os amigos para brincar em casa; 10.Sempre que testemunhar algo que viole os Direitos Humanos ou ameace seus filhos denuncie e procure as autoridades. Se tiver dúvidas, envie um e-mail para prevencao@safernet.org.br. Fonte: Site da Ong Safernet
Assinar:
Comentários (Atom)
